Toda reunião de planejamento termina com uma lista maior do que a capacidade da equipe. Escolher é a parte difícil, e a escolha costuma sair de quem argumenta melhor ou do problema que mais incomodou naquela semana.

Um jeito mais seguro é separar o que é fato do que é hipótese e só então ordenar.

Fato, hipótese e lacuna

  • Fato é o que tem registro: o número no sistema, a planilha, a conversa gravada, a reclamação escrita.
  • Hipótese é uma explicação plausível que ainda não foi testada, como “o preço está alto” ou “o anúncio atrai o público errado”.
  • Lacuna é o que ninguém sabe, como “não temos como saber de onde vêm os melhores clientes”.

Lacuna também é informação. Ela mostra onde a empresa decide no escuro.

Às vezes a primeira prioridade é justamente acender a luz ali.

Uma ordem que funciona

  1. Riscos que podem parar a empresa. Caixa, obrigações e dependências críticas vêm antes de qualquer plano de crescimento.
  2. Bloqueios do objetivo. O que impede a meta de acontecer, mesmo que todo o resto funcione.
  3. Oportunidades do tamanho da evidência. Quanto mais fato por trás, maior a aposta que vale fazer.
  4. Com evidência fraca, investigar. Quando só há hipótese, a prioridade é confirmar com um teste pequeno antes de uma mudança grande.

Um exemplo

Uma empresa quer vender mais. Ela sabe que muitos contatos chegam e poucos viram orçamento, porque isso está no registro. Desconfia que o preço afasta os clientes. E não sabe quanto tempo leva para responder um orçamento.

Baixar o preço seria agir em cima da hipótese. A ordem acima sugere outro caminho: medir o tempo de resposta, que fecha a lacuna; arrumar o acompanhamento dos orçamentos, que age no fato; e depois testar o preço com um grupo pequeno de clientes, que põe a hipótese à prova.

Três prioridades bastam

Uma lista de trinta recomendações não ajuda ninguém a decidir. Por isso o relatório do diagnóstico gratuito traz até três prioridades, e cada uma diz o que já está confirmado e o que ainda precisa ser investigado.