Toda reunião de planejamento termina com uma lista maior do que a capacidade da equipe. Escolher é a parte difícil, e a escolha costuma sair de quem argumenta melhor ou do problema que mais incomodou naquela semana.
Um jeito mais seguro é separar o que é fato do que é hipótese e só então ordenar.
Fato, hipótese e lacuna
- Fato é o que tem registro: o número no sistema, a planilha, a conversa gravada, a reclamação escrita.
- Hipótese é uma explicação plausível que ainda não foi testada, como “o preço está alto” ou “o anúncio atrai o público errado”.
- Lacuna é o que ninguém sabe, como “não temos como saber de onde vêm os melhores clientes”.
Lacuna também é informação. Ela mostra onde a empresa decide no escuro.
Às vezes a primeira prioridade é justamente acender a luz ali.
Uma ordem que funciona
- Riscos que podem parar a empresa. Caixa, obrigações e dependências críticas vêm antes de qualquer plano de crescimento.
- Bloqueios do objetivo. O que impede a meta de acontecer, mesmo que todo o resto funcione.
- Oportunidades do tamanho da evidência. Quanto mais fato por trás, maior a aposta que vale fazer.
- Com evidência fraca, investigar. Quando só há hipótese, a prioridade é confirmar com um teste pequeno antes de uma mudança grande.
Um exemplo
Uma empresa quer vender mais. Ela sabe que muitos contatos chegam e poucos viram orçamento, porque isso está no registro. Desconfia que o preço afasta os clientes. E não sabe quanto tempo leva para responder um orçamento.
Baixar o preço seria agir em cima da hipótese. A ordem acima sugere outro caminho: medir o tempo de resposta, que fecha a lacuna; arrumar o acompanhamento dos orçamentos, que age no fato; e depois testar o preço com um grupo pequeno de clientes, que põe a hipótese à prova.
Três prioridades bastam
Uma lista de trinta recomendações não ajuda ninguém a decidir. Por isso o relatório do diagnóstico gratuito traz até três prioridades, e cada uma diz o que já está confirmado e o que ainda precisa ser investigado.


